Por ser um pouco tarde, os restaurantes estarem completos (é a crise) e não haver tempo para procurar outro local, eu e meus amigos optámos por escolher este restaurante de cozinha indiana. Todos gostávamos deste género de gastronomia e por isso não deveria haver problema.
Entrámos (com custo - a porta era pesadíssima) no que nos pareceu a entrada para as catacumbas pelo aspecto escuro como breu. A primeira pessoa a entrar avisou todas as que se seguiam do degrau praticamente invisível no chão prepositadamente negro, pelo quase trambulhão.
A pouco os nosso olhos foram habituando-se à reduzida luz, e lentamente as decorações, o balcão, as caras dos empregados, foram tomando formas, nalguns pormenores que mais valia ter ficado às escuras...
Não sei se pela dificuldade linguística, a ideia de que os nossos amigos indianos terem deturpado as leis ( desde 2008 ) do tabaco em Portugal, eram uma sala pequeníssima para não fumadores e duas salas maiores dedicadas a fumadores. Não diz a lei o oposto? Na verdade, pouquíssima gente estava no restaurante, e ninguém na altura estava a fumar, porque se estivessem, e se a sala estivesse cheia, seria praticamente irrespirável logo à entrada. Onde estão as visitas da ASAE?
Sentámo-nos na apertada sala. O serviço foi um pouco lento, mas nisso não havia muito problema, pois a noite era para convívio. Os pratos eram triviais. Sinceramente, pastéis de camarão por 5.25, ou pastéis de beringela por 4euros, acho um pouco caro... mas houve escolhas mais económicas.
O caril de frango com espinafres não estava nada mau. Mas o "Vindaloo" fazia chorar as pedras da calçada de extremamente picante. A pouco uma pessoa habituava-se ao gosto, depois da lingua ter passado à fase de adormecida..
Esperava que os pratos não trouxessem "surpresas desagradáveis", pois na escuridão era impossível de detectar a não ser demasiado tarde. No fim não comemos sobremesa, só mesmo um cházinho que nos foi impossivel de detectar a origem pelo cheiro ou sabor. Quando saímos, tivemos o cuidade de olhar se não nos esquecíamos de nada. Naquela fraca luz, era fácil deixarmos esquecidos uma mala, um telemóvel, uma criança..
Felizmente tivemos sorte no estacionamento, mas aviso que não é fácil. De facto, quando nos deram o cartão no final da refeição, dizia "Junto à estação de Metro da Avenida". Não vão nisso. O Metro não fica muuuuito longe, mas daí a dizer "junto" vão uns bastantes passos numa rua que tem uma inclinação de 10 a 165 graus. leia mais >>