Luísa Santos28 Jan 2020

O colecionismo e a Internet

Há várias áreas de coleção atualmente.

O colecionismo não morreu. Aliás, a prática não poderia estar mais viva, sobretudo nas últimas décadas, que em muito têm beneficiado dos benefícios da tecnologia. Com esta, chegaram as redes sociais, que vieram facilitar a comunicação entre colecionadores e ainda ajudar a encontrar os objetos de coleção mais raros de cada categoria.

O colecionismo (ainda) está vivo

Dizem que está mais vivo do que nunca e a proximidade de relações, possibilitada pela Internet, está na chave da maior parte das coleções. São várias as áreas (ou categorias) onde se encontram as mais variadas coleções que, nos dias de hoje, podem mesmo valer milhares de euros.

Colecionar objetos não é para todos e é uma prática que exige persistência e, sobretudo, muito gosto por aquilo que se coleciona. O colecionismo é o ato de guardar, organizar e catalogar determinados objetos - objetos esse que, normalmente, vão de encontro aos interesses pessoais de cada um.

Não há regras nesta prática, que permite colecionar os objetos das mais variadas áreas. É verdade que existem coleções mais famosas do que outras, mas isso não significa que outras não coexistam em igual importância.

Um colecionador de moedas ou um colecionador de selos, por exemplo, talvez constituam duas das áreas mais famosas do colecionismo. Contudo, isso não significa que seja propriamente fácil encontrar os objetos "que faltam", até porque isso não acontece.

As áreas de coleção mais concorridas
Umas são mais antigas que outras, mas todas perduram até aos dias de hoje. Para além dos selos e das moedas, há outras áreas onde é usual fazerem-se coleções, como é o caso daquelas que se seguem:

  • Banda desenhada;
  • Revistas e/ou jornais;
  • Ímans;
  • Pins;
  • Caricas;
  • Porta-chaves;
  • Isqueiros;
  • Brinquedos;
  • Cromos.

Falamos de coleções que podem, em alguns casos, ser muito valisosas dependendo do volume daquilo que é colecionado. Outros fatores, como o ano em que determinado objeto foi lançado ou a quantidade em que o foi, são igualmente cruciais na avaliação do valor do artigo.

Há coleções que nunca terminam e outras que apenas precisam de artigos mais específicos para serem fechadas com "chave de ouro". É sobretudo nesses casos que as redes sociais, onde são criados grupos de colecionadores, são particularmente úteis.

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O papel das redes sociais no colecionismo
Ainda que, antigamente, fosse mais difícil conseguir determinado objeto para dar uma coleção como terminada, o mesmo não acontece nos dias de hoje. A evolução da Internet e, consequentemente, das redes sociais, veio estreitar relações e criar novas formas de comunicação.

Nesse contexto, o Facebook torna-se uma das plataformas preferidas para os colecionadores encontrarem os artigos em falta. 

Existem, por isso, grupos privados que contam com milhares de membros que partilham um interesse comum e que, por consequência, trocam impressões a fim de conseguirem os artigos que faltam nas suas coleções. Alguns dos grupos mais conhecidos são os que se seguem:


Estes são apenas alguns dos exemplos que se encontram nas redes sociais que, por sua vez, introduzem uma facilidade de comunicação nunca antes vista. Outros sites desempenham uma função igualmente importante neste contexto, como é o caso do OLX, por exemplo.

Apesar de facilitador, o papel das redes sociais não veio substituir totalmente o das lojas de colecionismo, que ainda hoje representam uma ajuda muito útil para aqueles que ainda procuram os artigos em falta das suas coleções.

As coleções mais recentes
O colecionismo continua a dar que falar e a introduzir áreas que nunca se julgaram poder existir nesse contexto. Atualmente, há quem colecione artigos tecnológicos, sapatilhas, roupa/artigos de determinada marca, carros, entre tantos outros.

Falamos de itens que, no mercado online, valem milhares de euros. Dispositivos tecnológicos, como é o caso de iPods de anteriores gerações, são mais valiosos consoante as suas características, como é exemplo a capacidade memória que têm.

As sapatilhas constituem outra das áreas de coleção altamente valiosas nos dias de hoje. Há edições de marcas como a Nike ou Adidas que, por serem lançadas em menor número e apresentarem um design exclusivo (ou pensado por um estilista/personalidade conhecida), podem facilmente ascender aos milhares de euros (cada par).

Colecionar este tipo de artigos é altamente desafiante para quem o faz, isto porque não é fácil encontrar os itens falta e, sobretudo, conseguir pagar os mesmos pelo valor que apresentam online.

Mesmo no caso de roupas de determinada marca, por exemplo, a situação é igualmente complexa. Falamos de artigos que não se encontram nos sites oficiais dessas marcas, nem tão pouco se vendem nas lojas físicas das mesmas.

Falamos, por isso, de autênticas raridades, produzidas em muito menor quantidade quando comparadas com outros artigos. O seu valor aumenta, por isso, de forma astronómica e muito rápida, pelo que é exigido ao colecionador que consiga estar a par das constantes atualizações que o mercado sofre.
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Luísa Santos
Content Writer

A paixão pelas palavras acompanha-a desde sempre e a curiosidade por aquilo que não sabe leva-a a verbalizar todas as...

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