Nadine Mussá28 Jan 2020

meios de comunicação social

Meios de Comunicação Social: O antes, o agora, e o depois

A evolução dos tipos de meios de comunicação social

O ontem, o hoje e o amanhã dos meios de comunicação e marketing são caminhos que podem ser traçados mas não adivinhados na evolução constante destes assuntos. O que antigamente se cingia ao jornal, rádio e depois televisão como comunicação e publicidade para chegar às massas tornou-se em algo em moldes completamente diferentes para chegar a uma demografia mais ampla. Hoje em dia a rádio é mais usada como companhia, a televisão quase caiu em desuso e os jornais físicos são algo no qual as gerações mais velhas depositam a sua confiança. Em todas elas as estratégias de marketing podem divergir. 

Houve uma necessidade de melhoramento dos tipos de média, das suas vantagens e desvantagens, da maneira como o marketing é aplicado, para chegar às camadas mais jovens. A rádio talvez se mantenha o meio de comunicação mais fiel à sua essência, porém os programas de televisão chegam maioritariamente a camadas de espetadores mais velhas – com o surgimento de métodos de alcance de conteúdos de interesse à escolha de um clique – e os jornais migraram parte de si para o mundo online.

Em que moldes existem os meios de comunicação hoje em dia?

Pilha de revistas abertas
Pilha de revistas abertas
 

 

As revistas

As revistas são diferentes do que eram antigamente. Muitas conseguem manter o seu destaque em conteúdo, porém viram-se obrigadas a seguir o avançar dos tempos e à adaptação às gerações mais recentes de modo a manter-se relevantes. Não é novidade que os meios de comunicação estão em constante evolução e, como tal, a adaptação é impossível de passar ao lado. De modo a cumprir o seu dever junto do novo público, os conteúdos mudaram em alguns casos, de modo a agradar aos millenials e centennials que têm gostos e preferências, assim como hábitos de uso, bastante diferentes das gerações anteriores, e as estratégias de marketing acompanharam este processo. Algumas revistas migraram parte de si para o mundo online, onde os mais jovens passam a maior parte do seu tempo.

Os jornais

Assim como as revistas, os jornais tendem agora a abrir horizontes para a internet, fornecendo maneiras de partilhar notícias nas redes sociais, salvaguardando-se com o uso de publicidade paga – que não é novidade – e as habituais assinaturas para um acesso mais abrangente ao conteúdo ao qual os jornalistas se dedicam com afinco. Os jornais, tal como as revistas, já foram vistos como um bloqueio à comunicação cara a cara, culpa agora atribuída aos smartphones e redes sociais, porque com o avançar dos tempos a culpa é herdada, apesar do conteúdo jornalístico chegar às mesmas de qualquer das formas. Será que a juventude não tem paciência para comprar um jornal numa banca e desfolha-lo nos pequenos tempos livres que tem?

 

A televisão

A televisão caiu em desuso por parte das camadas mais jovens, que são impacientes e preferem escolher livremente o conteúdo digital ao qual são expostos, incluindo a publicidade, que é adaptada ao consumidor. Surgiram então serviços que oferecem essa escolha pessoal e personalizada. À distância de uma pequena pesquisa, filmes, séries e vídeos estão disponíveis, e embora em muitos casos pagos, estes serviços tornaram-se muito mais presentes na vida das novas gerações. A televisão em si, programada e organizada com a velha lógica, tenta chegar até eles com possibilidade de gravação, com programas e documentários que chegam a qualquer um, mas muitas vezes acaba por ser vista pelos espetadores mais velhos, de velhos hábitos que um dia talvez se percam, e é neste meio que se verifica o marketing orientado para pessoas mais velhas. 


A rádio

Em constante evolução e recriação, a rádio mudou muito ao longo dos tempos, tentando inovar com a programação, com música que apela a todas as gerações – dependendo da frequência – a publicidade e as notícias, que vêm num modo muito mais compacto que nos jornais e televisões. Em pequenos segmentos, o ouvinte mantém-se a par da atualidade, naquele pequeno tempo disponível a caminho do trabalho ou no regresso. A rádio, outrora companhia para todas as ocasiões, tornou-se em ponto de passagem em viagens. 
 E eis que chegamos aos meios de comunicação que apela às gerações mais recentes: as redes sociais, que, queiramos ou não, tornaram-se num desaguar da comunicação social.


As redes sociais

Com redes sociais mais ou menos populares, as gerações mais novas obtém as suas informações de formas originais, misturadas entre brincadeiras e imagens que não passam de passatempos, porém já encontraram o seu lugar nos media e o seu nicho de mercado. A internet facilitou a pesquisa de informações relevantes a cada pessoa – o que ditou a morte das enciclopédias – e muitos jovens obtém o seu conhecimento no que diz respeito à atualidade através de redes sociais como o Facebook ou o Twitter. Se perguntarmos a um jovem onde soube de um problema social, decerto responderá que foi a internet que lhe entregou a informação. Sendo a juventude mais letrada nas novas tecnologias, é menos passível de cair nas chamadas fake news, mas nem sempre se escapa. Tal como as pessoas mais velhas, por vezes ignoram as fontes e verificação da credibilidade das mesmas e dão por si a acreditar em “notícias” que convidam o absurdo a entrar nas suas vidas, mesmo quando este surge para camuflar verdadeiros problemas da actualidade.
                                      

Os meios de comunicação podem ser a melhor fonte de notícias e conteúdo relevante – incluindo a publicidade endereçada a públicos específicos – mas podem também ser perigosas, uma vez que nem todos os meios de comunicação mostram o real, apenas um lado do prisma, e levar as massas a crer em algo que diverge da realidade. É, portanto, imperativo, que se mantenha um espírito crítico e a curiosidade de saber mais, através da pesquisa em fontes idóneas onde a comparação mora. É neste ponto que a internet é importante: a globalização e o acesso a diversos pontos de vista sobre temas relevantes. Quanto à ocupação quase obsessiva dos jovens que vivem no mundo dos smartphones e laptops, o mundo que as empresas já aproveitam para aplicar estratégias de marketing mais focadas, que levam ao que as gerações anteriores dizem ser um afastamento da realidade, o mesmo foi dito da televisão e anteriormente dos jornais. É seguro, portanto, esperar que as gerações vindouras culpem cada nova tecnologia pelo isolamento social. Os meios de comunicação que sobrevivem – e, cremos, sobreviverão através da adaptação – à mudança dos tempos, ficarão por cá, a mostrar a sua importância, palavra a palavra, escrita e falada.    

Podes encontrar mais sobre este tema geral em marketing e comunicação ou podes informar-te também aqui.

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Nadine Mussá
(Copy/Content) Writer

Escritora há largos anos, em vertentes desde copy a content, passando por jornalismo.

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